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Como dar apoio emocional às crianças no desastre do Rio Grande do Sul e prevenir traumatização?

Por Alice Duarte, terapeuta sistêmica trauma-informed

As crianças menores de 10 anos são ótimas observadoras, mas péssimas intérpretes. Elas têm dificuldade para entender o que está acontecendo no Rio Grande do Sul. Então evite expôr crianças a imagens dramáticas da TV e das redes sociais (isso por si só já pode gerar traumatização), mas não deixe de explicar o que está acontecendo.

As crianças que passaram por situações traumáticas necessitam do auxílio de um adulto para dar sentido ao que viveram e regular suas emoções. Qualquer pessoa pode oferecer os Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP), não precisa necessariamente ser psicólogo ou terapeuta. Permita que as crianças contem quantas vezes quiserem o que viveram – esta é a forma que as crianças têm de processar suas memórias traumáticas. Ouça com presença e não corrija o relato delas, caso tenham esquecido de algo. Somente escute de forma empática e responda as perguntas delas com a verdade. Caso a criança não queira falar nada no momento, respeite o tempo dela.

Crianças aprendem muito observando os adultos! E se você se sentir emocionado, não se preocupe em chorar. É importante você acolher e regular suas emoções para poder acolher e regular as da sua criança.

Pra ajudar os pais e cuidadores nessa tarefa, a psicóloga Sabrina Führ fez um livro infantil ilustrado para explicar para as crianças o que aconteceu no RS. Clique no botão abaixo para fazer o download gratuito do arquivo, que é livre para impressão e distribuição. Se possível, leia este livro com a sua criança e converse sobre suas memórias e emoções. Caso você não esteja em condições psicológicas para ter esta conversa com sua criança neste momento, saiba que isso é muito normal. Procure a ajuda terapêutica. Se quiser meu apoio nesse processo, clique aqui.

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