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Hoje é dia para honrar os mortos, dar um bom lugar a eles em nossos corações e dizer adeus com amor

Por Alice Duarte

Para muitos hoje é um dia de lembranças e saudades. É o momento em que o país se dedica a prestar homenagem aos seus mortos. Podemos experimentar a presença dos familiares falecidos no dia a dia de forma saudável e dedicada, mas por vezes também a sentimos com apego, negação, culpa e revolta.

Em algumas famílias há vivos que desejam em seu íntimo se unir aos seus entes queridos já falecidos. Esses lutos custam a ir embora, pois a pessoa age como se não somente o outro tivesse morrido, mas também como se precisasse morrer por causa disso. Essa dinâmica, quase sempre inconsciente, manifesta-se com clareza nos representantes durante uma Constelação Familiar. Pelo fato de estar vivo, uma pessoa pode se sentir culpada diante de um parente morto. Ela pode sentir que levou vantagem e acaba buscando uma compensação para isso, recusando-se a tomar a vida, por exemplo. É uma reação cega, inconsciente, que atua como uma força irresistível. Reconhecer essa culpa é o primeiro passo para a cura. E também reconhecer que o próprio destino e o destino da pessoa que se foi são duas coisas independentes. O caminho para a solução passa pelo ato de se render a isso com humildade.

Da mesma forma, há muitos mortos que estão “vivos” no cotidiano dos que ficaram. E isso também é possível ver com nitidez numa Constelação, quando alguém representa um antepassado no campo. Quando este morto tem uma reinvindicação forte ou sua morte não foi honrada, ele não descansa: seus olhos estão abertos, suas almas agitadas. Por isso, no dia de hoje, é preciso lembrar não somente daqueles que passaram um bom tempo em nossas vidas, mas também os filhos e os irmãos que não puderam nascer, os abortados. Estes merecem ser lembrados, vistos e honrados. Não tiveram o direito de vir ao mundo, mas seu direito de pertencer ao sistema familiar não pode ser negado. É preciso dar a eles um bom lugar em nosso coração.

Para que os mortos possam finalmente descansar e ir embora, falta muitas vezes o devido reconhecimento ou uma despedida com amor. Sem respeito e honra, esse adeus fica difícil de ser finalizado. Bert Hellinger, criador das Constelações Familiares, diz que nós só encontramos a paz quando deixamos em paz os mortos. “Às vezes temos que colocar em ordem certas coisas que não os deixam descansar em paz e que os mantém atados a esta vida. Ao fazer por eles o que eles ainda necessitam, depois de um pequeno período de tempo, afastam-se, como se assim eles pudessem, finalmente, ficar com os mortos e encontrar aí a paz”, diz Hellinger.

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// @AliceDuarte

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