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Examinar como está sua relação com ela vai te ajudar a entender como está sua relação diante da vida

 

Por Alice Duarte
Foto: Paul Nicklen

Antes de planejar o presente de Dia das Mães ou o almoço deste domingo, convido você a fazer algumas reflexões: Como está a sua conexão com sua mãe? Você se relaciona com ela ou com as ideias que tem sobre ela? Sente que tem reivindicações e dificuldades para aceitá-la do jeito que ela é?

É muito difícil alguém ter êxito na vida se não tomou plenamente a mãe, se a rejeita ou despreza. A pessoa pode até ter sucesso por um tempo, porque usa a raiva para agir, mas isso não se sustenta no longo prazo. Pois a base para o desenvolvimento pessoal saudável é reverenciar a vida. E reverenciar a vida passa obrigatoriamente por reverenciar a mãe.

Bert Hellinger, o criador da Constelação Familiar, diz que fazer exigências e ter reivindicações são formas de rejeitar os pais. “Quando alguém quer impor aos pais a maneira como devem ser ou o que deveriam fazer por ele, impede a si mesmo de tomar o que é essencial.”

Talvez tenha esquecido que você existe nesse planeta graças a ela e que veio dela o seu primeiro sustento, o leite materno. E muitas ainda puderam seguir alimentando, cuidando, educando… enfim, servindo seus filhos, muitas vezes sem reclamar e sem pedir nada em troca. A mãe representa para o nosso ser íntimo o sustento da vida, por isso que a maneira com que se relaciona com ela tem tanta relação com a maneira com que você se relaciona com o dinheiro, a prosperidade e o ato de servir aos outros.

Muitos sentem que têm motivos de sobra para desprezar a própria mãe – seja porque ela não lhe deu atenção e amor suficiente ou o abandonou quando criança. Por incrível que pareça, por mais que rejeite tudo isso e queira fazer diferente, vai acabar repetindo em sua própria vida aquilo que despreza.

Se ao longo da vida uma mãe esteve muito ocupada resolvendo a missão dela, ou presa a envolvimentos sistêmicos transgeracionais, é natural que tenha sobrado muito pouco tempo e energia para se dedicar aos filhos. É possível olhar para tudo isso através de uma sessão de Constelação e aí sim ter um novo olhar para a própria mãe, um olhar mais adulto, que entende tudo o que atua e vê que não cabe mais reivindicações de criança.

É preciso agradecer a vida que veio dela, pelo preço que lhe custou – e às vezes o preço pago foi alto: renunciar uma carreira, um projeto de vida, suportar um casamento infeliz, dificuldades financeiras e por aí vai. E quando se olha sem  julgamentos para a própria mãe e para o seu destino adverso, seus fracassos, suas dificuldades e limitações, e diz “sim” a tudo isso – até mesmo para aquilo que você não entende direito –  algo mágico acontece. Você já não será mais afetado negativamente por essas influências. E estará livre para viver a própria vida e seguir o próprio destino.

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5 pensamentos em “Aceitar a mãe é aceitar a vida

  1. Eu preciso tanto de ajuda , para aceitar a minha mãe , ela põe-me tão mal , que nem o telefone eu consigo atender quando ela liga para mim , a quebra de energia é tão grande , que eu tenho que me deitar , o meu coração dispara , as minhas mãos e pernas tremem e nem consigo falar , já tentei um milhão de vezes entende-la e falar com ela , mas não consigo ! Eu vivo no Algarve e ela em Lisboa , e ainda assim eu consigo sentir a energia negativa dela . Eu queria muito mas não consigo .

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  2. Considero esse artigo bastante conservador; relações mãe e filhos sempre foi bastante turbulentas e há, creio, necessidade de se “cortar” esse cordão umbilical da visão de Mãe em um Pedestal, afinal, fêmeas de todas as espécies geram/amamentam seu filhotes sem impor a eles nenhum Vínculo que possa aprisioná-los! A mãe que tive deu-me inúmeros ensinamentos de que a Vida é pra ser vivida sem amarras, sem dependências,, sem medos e que cada animal humano deve ser respeitado pelo que faz em favor da LIBERDADE do próximo, seja esse próximo quem for! Agradeço por ensinamentos visionários de minha antenadíssima mãe, que escreveu em um álbum que me deu, uma linda mensagem da qual, ressalto o seguinte trecho: ‘ENTRA NA VIDA, SORRI, CAMINHA!”

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    • Oi Maria. O vínculo é algo ancestral e se impõe por si mesmo, pois dele dependeu nossa sobrevivência como espécie por milhares de anos. Mas ele, por outro lado,também pode nos paralisar no momento que nos enredamos, por amor cego e inconsciente, a histórias de outros do sistema familiar. É preciso sim fortalecer o movimento de autonomia e ir para vida – e sua mãe deixou um belo ensinamento a você quanto a isso. Mas só se pode fazer esse movimento se estamos em sintonia com nosso destino, com os nossos pais e com a nossa origem. Grande abraço

      Curtido por 1 pessoa

      • Na verdade esse vínculo mãe e filho teve muitas alterações ao longo da história e em culturas diferentes, não sendo algo fixo e universal. De acordo com historiadores as mães francesas até o séc 18, por exemplo, davam seus bebês à amas de leite. Costume comum em diferentes classes sociais e que era sabido que não raramente causava a morte prematura dessas crianças, que só deveriam voltar para casa a partir dos 5 anos de idade. Fico pensando então se é possível um vínculo nesses casos em que não houve nenhum contato mãe e bebê e se, ainda, a ausência do vínculo condenava necessariamente a vida desses indivíduos.

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  3. Faço Constelação, mas mesmo assim são relacionamentos conturbados, pois o sistema familiar é muito doentio. E o esforço da pessoa para se libertar é imenso! “Curar” o vazio de uma criança ferida requer muita força e energia, pois deixa marcas eternas. Se o preço pago foi alto, na minha visão quer dizer que alguém ai se machucou no meio do caminho. Será que a vontade consciente e insconsciente de uma mulher ter um filho a machucaria?

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