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Chegou a hora de fazer uma retrospectiva do bem e de compartilhar os tesouros que a vida me trouxe este ano

Por Alice Duarte

Às vésperas do Ano Novo temos a oportunidade de parar um momento para fazer aquele balanço de tudo o que passou. Foi um período de muitas crises, mudanças e reviravoltas em nosso país e, no âmbito pessoal, de eliminar tudo o que não nos serve mais e também de fazer muita economia, de ser muito criativo e de ter muita fé. Você já parou para refletir em tudo o que você aprendeu com este ano tão difícil? Já pensou que esses ensinamentos preciosos serão muito úteis para os anos que virão? Eu fiz essa reflexão. Agora só me resta agradecer e compartilhar com vocês a minha lista de ouro.

  1. Evitei pessoas, notícias e ambientes tóxicos

Para não entrar na paranoia coletiva da crise, reduzi ao máximo meu tempo de TV, de conversas e de leituras de notícias alarmantes sobre a economia, a política, a saúde pública… Fugi dos debates sobre a política brasileira que polarizaram as redes sociais. Diminuí meu tempo na companhia de pessoas reclamonas, negativas e invejosas e evitei ambientes tóxicos. Substituí tudo isso por conversas, leituras, vídeos, cursos e lugares que pudessem elevar a qualidade da minha vibração pensamento-emoção.

  1. Não dar mais do que o outro pode e quer receber

Este ano tratei de colocar muita atenção na minha balancinha interna para equilibrar o dar e receber em todas as minhas relações: de amizade, familiares e afetivas. Quem me deu muito, recebeu muito (tempo, atenção, afeto, ajuda, conhecimento, mimos…). Aqueles que não quiseram ou não puderam se doar por algum motivo, ou não quiseram receber (para não se sentir em dívida comigo) eu fui dosando a medida de troca para deixar essas relações mais justas. Assim eu não me senti mal por ser “credora”, nem os outros se sentiram mal por serem “devedores”.

  1. Ter qualidade de foco nas minhas metas

Sempre fui uma pessoa de metas, focada e disciplinada. Mas este ano me ensinou a ter uma qualidade ainda maior no foco do que eu quero conquistar e realizar. Testei na prática que o Universo responde às nossas emoções e não aos nossos desejos. Quando pedimos algo para o Universo, para Deus ou para os santos nós nos colocamos na postura de mendigos e emitimos uma vibração de carência, de escassez. Em vez disso, eu fechei os olhos e me coloquei dentro da situação que eu queria alcançar, visualizando e sentindo toda a emoção e a gratidão de ter atingido meus objetivos. E fiz isso por 21 dias seguidos, que é o tempo que a nossa mente precisa para transformar as ideias em crença. Vale colocar um alarme no celular para fazer todo dia no mesmo horário, pois se esquecer de fazer um dia, tem que começar tudo de novo.

  1. Praticar meditação como hábito cotidiano de higiene mental

Medito há muitos anos, mas em 2016 eu levei minha prática para outro nível após passar 10 dias em auto retiro de meditação Vipássana, em silêncio, meditando 10 horas por dia. Após experimentar o poder da técnica de purificar a mente no nível da raiz, onde moram todos os nossos sofrimentos, eu pude levar a prática para o meu dia a dia (o que é mais importante). E não falo apenas de sentar para meditar no dia a dia, e sim em uma mudança profunda na maneira de lidar coma as experiências da vida. Com isso pude melhorar a qualidade da minha presença (viver mais no aqui e agora, sem perder tempo remoendo o passado ou ansiando o futuro) e praticar a equanimidade, a observação de tudo o que acontece no meu mundo interior e no mundo exterior sem classificar como certo e errado, bom e mau, sem apego e sem rejeição.

  1. Escutar as mensagens de conforto e desconforto do corpo

Crescemos aprendendo que devemos dar mais valor à razão lógica e ao acúmulo de conhecimento. Não ensinam na escola sobre como reconhecer ou lidar com as emoções, e muito menos a entender como elas afetam o nosso corpo. O corpo reflete instantaneamente o que se passa em nossa alma e sua resposta é mais rápida que um pensamento. A questão é que quase sempre estamos tão submersos em pensamentos, tarefas e emoções grosseiras que sequer conseguimos escutar o que o nosso corpo diz. Minha grande conquista em 2016 foi praticar a escuta ativa com o meu corpo. Diante de cada situação que eu enfrentei, principalmente diante de pessoas e decisões cruciais, eu aprendi a ouvir as mensagens de conforto ou desconforto manifestadas por ele. Foi muito recompensador poder comprovar que o corpo (e o coração) são uma ótima bússola.

  1. Ficar confortável na incerteza

Abrir mão de querer controlar tudo foi um dos aprendizados mais intensos que tive nos últimos anos. Em 2016 enfrentei muitas situações de incerteza, na área profissional, financeira e dos meus relacionamentos. Situações que eu de fato não podia controlar. O único “controle” que eu tinha era escolher qual postura eu teria diante dessas situações. E eu aprendi a relaxar e deixar as coisas fluírem naturalmente. A ansiedade e preocupação diminuíram e me senti muito mais livre, o que me levou ao seguinte aprendizado.

  1. Soltar o problema e confiar

Aprendi que o poder da não ação (ou a lei do mínimo esforço, como ensina Deepak Chopra) é a melhor postura diante das situações nas quais não há muito o que se fazer. Quando se abre mão de controlar as coisas você permite que o Universo se movimente, que as circunstâncias sigam o seu fluxo natural. Afinal, tudo está em constante transformação, tudo é impermanente, até o desconforto. Ao soltar o problema e confiar que as coisas são como devem ser, e que tudo está certo como é, você permite que a solução surja de um outro lugar, não mais da sua mente limitada e presa a velhos condicionamentos, mas do campo quântico das infinitas possibilidades.

  1. Conversar com o Universo

Quando precisei de respostas para qualquer questão aprendi a fazer perguntas ao Universo: “Como posso melhorar isso?”, “Por que esta situação está acontecendo comigo?”. É importante carregar essas perguntas por um tempo, escrevê-las num pedaço de papel, ler e dizer em voz alta. Pode demorar dias, semanas ou meses, mas o Universo sempre responde. Só que é preciso estar atento para escutar a resposta, que vem de várias maneiras: algum amigo te diz algo, você encontra um livro, um vídeo ou uma mensagem nas redes sociais que vai ter ressonância com o seu momento. E essa prática também leva ao aprendizado seguinte:

  1. Observar a realidade como um cientista

Tive várias situações onde pude observar na prática que tudo o que se manifesta ao meu redor e através do outro serve como espelho de algo que preciso olhar e curar em mim. Em situações de conflitos, é muito interessante observar que o que eu tenho em excesso, muitas vezes o outro tem em falta. E o que eu tenho em falta, o outro tem em excesso. A realidade externa é sempre um reflexo do seu mundo interno e observá-la é um interessante caminho para o autoconhecimento.

  1. Confiar que eu estou sempre no lugar certo, na hora certa

Às vezes enfrentamos limitações, desafios, dificuldades, e queremos estar em outro lugar, vivendo de outra forma. Mas mesmo que não entendamos direito o porquê de estarmos onde estamos, é preciso confiar que tudo é perfeito do jeito que é. E que sempre estamos exatamente onde deveríamos estar, tendo as experiências que deveríamos ter. Por que estamos sempre sendo preparados pela vida para o próximo nível. Tudo o que experienciamos é uma preparação para o estágio seguinte. Então aprendi a aceitar e agradecer a tudo o que me acontece a cada momento.

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2 pensamentos em “10 aprendizados que eu tirei de 2016

  1. Alice, que magníficos aprendizados. Aprendi junto contigo lendo esse texto tão profundo e tão auto-reflexivo. Muitas coisas eu já faço, outras tento, outras ainda não tentei, mas com certeza esses 10 aprendizados estarão anotadinhos aqui comigo para eu sempre relembrar de praticar. Gratidão e parabéns por esses lindos aprendizados que você agora ensinou!!

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