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Saiba o que esses dois recentes movimentos têm em comum, segundo a visão sistêmica

Por Alice Duarte

Nas últimas semanas dois assuntos tomaram conta dos noticiários. De um lado, as manifestações antirracismo nos Estados Unidos, que se alastraram como rastro de pólvora por todo o país (e agora também Europa) após o assassinato de George Floyd, um homem negro, por Derek Chauvin, um policial branco. 

Do lado de cá, as críticas ao Supremo Tribunal Federal pelo presidente Jair Bolsonaro e as diversas insinuações de intervenção militar – engrossadas pelos seus filhos políticos –, culminaram com a marcha à cavalo do presidente, no dia 31 de maio, em manifestação popular em Brasília de apoio ao seu governo e à ditadura militar. Isso, somado à crescente militarização de seus ministérios, tem causado inquietação em vários setores da sociedade diante da ameaça à democracia.

O que esses dois movimentos chamam a atenção é que tanto o medo como a raiva, motores dessas convulsões sociais, foram maiores que o próprio medo da Covid-19, levando milhares de pessoas a saírem de seus isolamentos e se aglomerarem nas ruas para protestar, com e sem máscaras. O ápice disso foi as cenas de policiais e manifestantes se abraçando durante as manifestações antirracistas nos Estados Unidos.

Mas o que esses dois movimentos têm em comum e que parece ser mais forte que o Covid-19? O desejo de compensação.

Os fantasmas da ditadura, da tortura, da escravidão, das guerras e da segregação racial continuam vivos há séculos. Suas consequências se arrastam até os dias de hoje e quando olhamos pela perspectiva sistêmica, podemos ver que essas histórias não foram verdadeira e suficientemente olhadas. A dor e o ódio persiste nas almas dos descendentes porque o sofrimento não pode ser expressado, os danos não foram reconhecidos e reparados. Esses conflitos surgem e se repetem de tempos em tempos para nos lembrar que a história grita. Que o passado não está em paz. Que ele clama por reconciliação. 

Sim, pois não é com mais guerra e mais violência que o Brasil e os EUA, enquanto sistemas, serão curados. Esta é a via da compensação cega, arcaica, inconsciente. Somente por meio da compensação adulta, consciente, daqueles que nesses territórios habitam, o passado poderá ser honrado, vítimas e agressores, reconciliados, poderão se olhar e se reconhecer como seres humanos, e o passado poderá enfim ser passado.

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2 pensamentos em “Protestos contra o racismo nos EUA e a ameaça de ditadura no Brasil

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