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Aceitar a vida como ela se apresenta, principalmente quando as coisas são saem como planejado, é uma atitude que traz soluções inesperadas e mobiliza forças poderosas de cura

 

Por Alice Duarte

Frequentemente impomos nossas ideias sobre como as coisas devem ser. Se os acontecimentos da vida nos obrigam a caminhar num ritmo acelerado, reclamamos. Se as coisas começam a ir devagar, ficamos impacientes. Se acontece algo que não gostaríamos que tivesse acontecido, sofremos. Se não acontece algo que gostaríamos que tivesse acontecido, ficamos frustrados. Esse é o nosso ego tentando se opor à realidade manifesta, o que, em última instância, é o mesmo que lutar contra todo o Universo. Não há nada mais insano que isso. Adivinha quem vai perder essa disputa?

Muito do que vivenciamos como problemas nada mais é que o nosso “não” diante da vida como é. Isso não significa que devemos simplesmente deixar a vida nos levar. É importante sim termos desejos, metas, objetivos, mas igualmente importante é saber desenvolver resiliência para quando as coisas não saem do nosso jeito.  Como diz o psicólogo e constelador espanhol, Joan Garriga, a grande sabedoria está justamente em saber lidar com o descompasso entre a vontade do nosso eu pessoal e a vontade do todo, da vida.

Mas afinal, o que a vida quer de nós? Num dos meus grupos de prática de Constelação Familiar, propus um exercício sistêmico em duplas para ver como está o movimento de cada um em relação à essa questão. Ao final, uma das participantes que representou a “vida como é” deu um interessante depoimento sobre como se sentiu nesse papel. “Senti que às vezes vou trazer alegria, às vezes sofrimento, mas que não tente me desvendar, pois vou ser sempre um grande mistério.”

Em outra dupla, quando a pessoa se aproximou da “vida como é” com um olhar desafiador, querendo investigá-la, esta sentiu um incômodo e se retraiu, fechando os olhos e baixando a cabeça. A vida permanece como um mistério insondável, apesar de nossos esforços em querer controlá-la. O que está por trás dessa necessidade de controle é o medo, a falta de confiança em si mesmo, nos outros e na vida.  Como a vida vai se abrir para nós se nós não confiamos nela? Se nós não nos atiramos?

Soltar o problema e confiar na vida

Quando queremos resolver as coisas do nosso jeito, com nossa consciência disponível no momento, nos fechamos para as infinitas possibilidades. “As coisas mudam quando simplesmente deixamos de olhar para o problema, quando o aceitamos plenamente, para depois soltá-lo, deixando de pensar nele e nos abrindo à vida como é. A partir da aceitação incondicional, do agradecimento e do respeito, o problema se transforma em outra possibilidade, sempre melhor que a anterior e sempre melhor para todos”, diz a consteladora espanhola Brigitte Champetier de Ribes.

A solução, ou melhor, a melhor solução, vem sempre de algo maior, do vazio criador, quando nossa mente está vazia e não sabemos o que vai acontecer. Como diz Deepack Chopra no livro As Sete Leis Espirituais do Sucesso: “No distanciamento está a sabedoria da incerteza…na sabedoria da incerteza está a libertação do passado, do conhecido, que é a prisão dos velhos condicionamentos. E na mera disponibilidade para o desconhecido, para o campo de todas as possibilidades, rendemo-nos à mente criativa que rege o Universo.”

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